Cunha.s.f. Peça Triangular de metal ou de madeira que se introduz numa brecha para rachar, ou calçar, ajustar e/ou nivelar algo. " tá que nem cunha, tá entrando e não tá cabendo" (Uma cunha do Brasi)
ESTE ESPAÇO É DE VALORIZAÇÃO CULTURAL DOS MODOS DE VIDA DOS AGRICULTORES FAMILIARES, RIBEIRINHOS, POVOS TRADICIONAIS E INDÍGENAS DO BRASIL.
Os "Cunhas do Brasil" são uma família imensa que vive entre uma cadeia de montanhas na Zona da Mata de Minas Gerais. Dá-se conta que os primeiros Cunhas chegaram por volta da década de 30 e já tornariam famosos nas redondezas, a partir de uma missão ousada e empreendedora de conquista: A temida subida de uma enorme montanha que ficava ao pé da vila - ficou conhecido como Morro do São Luiz. Os Cunhas queriam é ficar na roça!
Com extrema coragem e perspicácia, montados em cavalos, charretes e em carros de bois, a caravana chegou a uma baixada e até hoje, passados mais de 80 anos do célebre ato, ainda se encontram no local e são símbolos históricos de que o meio rural/florestal é o melhor lugar para se viver. Diante da dificuldade de acesso à vila, ficaram praticamente isolados por mais de 40 anos fazendo com que desenvolvessem um linguajar próprio e modos específicos de sobrevivência. Atualmente, são famosos por produzirem o melhor café da região e uma cachaça mardita de boa...
Com extrema coragem e perspicácia, montados em cavalos, charretes e em carros de bois, a caravana chegou a uma baixada e até hoje, passados mais de 80 anos do célebre ato, ainda se encontram no local e são símbolos históricos de que o meio rural/florestal é o melhor lugar para se viver. Diante da dificuldade de acesso à vila, ficaram praticamente isolados por mais de 40 anos fazendo com que desenvolvessem um linguajar próprio e modos específicos de sobrevivência. Atualmente, são famosos por produzirem o melhor café da região e uma cachaça mardita de boa...
...e não duvide: vivem felizes e satisfeitos assim como sabiá cantando!
26 de out. de 2015
22 de mar. de 2015
25 de set. de 2012
16 de jul. de 2012
Décio Marques do Brasil
Especial TV Brasil - 2011
Grande Décio Marques do Brasil!
Ele nos deixou neste mês de Julho. Artista talentoso e apaixonado pela cultura popular do nosso país. Sua obra, riquíssima, infelizmente está como Rolando Boldrin diz "guardada na gaveta".
Valeu Décio!
6 de abr. de 2012
Nóis é Jeca mais é Jóia
Entrevista da TV Senado com o Cantor e Compositor Xangai com contos, violas e causos
30 de nov. de 2011
Barragem
Desenho: Carlos Azevedo Matos
" Gosto tanto da minha vidinha
Vidinha boa de homem do campo
Tenho a minha véia e meus guris
Esta vidinha boba que me deixa feliz e em canto
Tá parecendo que está chegando ao fim
chegou uma barragem por aqui
Quanto mais se enche a água
Mais se faz lágrimas em mim
Ah, vidinha boba essa minha
Vidinha com minhas plantinhas e cabras
Vidinha feliz, então é um vidão de fato
Vejo o meu pomar, a mata e o rio da minha vida passar
Daqui a pouco vai acabar tudo e mesmo que viva
Morrerei quando começar a alagar e na cidade meus pés chegar"
19 de out. de 2011
O Rio da Beirada
Imagem: O Porto - Hector Bernabo Carybe
" Naveguei pela beira
Pelos rios na estação da seca e da cheia
Em uma (na seca) tem praia e balseiro
Em outra (cheia) tem força e é ligeiro
Fico com medo da força e da falta que o rio faz
Penso nas dores e nas alegrias que pelo rio o homem traz
Se ficar só cheio o rio, como fica o futebol de praia dos meninos
A plantação de melancias e o banho das meninas?
Se ficar só seco o rio, como chegará o doutor pra curar a doenças malvadas
Óleo e água e como pescar as piabas?
Converso com o rio e ele me fala: tô morrendo seu Agenor!
e eu, o que respondo?
Se morrer o rio, acaba eu, o boto, o menino, a menina
Até quem mal faz ao rio, o impostor
Se morrer o rio, acaba tudo que vive na beira
A família que sobe a ribanceira
Acaba a farinha tão gostosa e procurada lá na feira
Se morrer o rio, morre o caminho do mar
as cidades e distritos com nome do rio
as pessoas como fonte desse lugar"
(Leo Canaã)
Inspiração das inúmeras viagens que fiz pelos rios amazônicos do Acre e de Rondônia.
19 de jul. de 2011
Noite do Norte
“ Em uma noite de roça, tudo é canto e recanto.
E há sempre um cachorro latindo longe, no fundo do mundo" (Guimarães Rosa)
8 de jul. de 2011
O Cântico da Terra
Eu sou a terra, eu sou a vida.
Do meu barro primeiro veio o homem.
De mim veio a mulher e veio o amor.
Veio a árvore, veio a fonte.
Vem o fruto e vem a flor.
Eu sou a fonte original de toda vida.
Sou o chão que se prende à tua casa.
Sou a telha da coberta de teu lar.
A mina constante de teu poço.
Sou a espiga generosa de teu gado
e certeza tranqüila ao teu esforço.
Sou a razão de tua vida.
De mim vieste pela mão do Criador,
e a mim tu voltarás no fim da lida.
Só em mim acharás descanso e Paz.
Eu sou a grande Mãe Universal.
Tua filha, tua noiva e desposada.
A mulher e o ventre que fecundas.
Sou a gleba, a gestação, eu sou o amor.
A ti, ó lavrador, tudo quanto é meu.
Teu arado, tua foice, teu machado.
O berço pequenino de teu filho.
O algodão de tua veste
e o pão de tua casa.
E um dia bem distante
a mim tu voltarás.
E no canteiro materno de meu seio
tranqüilo dormirás.
Plantemos a roça.
Lavremos a gleba.
Cuidemos do ninho,
do gado e da tulha.
Fartura teremos
e donos de sítio
felizes seremos.
(Cora Coralina)
Assinar:
Postagens (Atom)


